Como você reage frente aos obstáculos e como superá-los?



Por que algumas pessoas parecem ter sorte e conseguem atingir seus objetivos mais facilmente do que outras? Por que algumas acham que o caminho delas tem mais pedras e tem de lutar muito mais para ter resultados?

A forma como você reage frente às adversidades pode ser um fator determinante ao seu sucesso.

“Se você está tentando conquistar algo, haverá pedras em seu caminho. Eu tive; todo mundo tem. Porém, os obstáculos não podem impedi-lo. Se você correr contra uma parede, não se vire e desista. Descubra como escalar, passar por ela ou contornar”.

Michael Jordan

Michael Jordan é o "maior jogador de basquete de todos os tempos" da NBA.

Um mestre em aprender a partir de cada erro, sua atitude orientada para o crescimento através do fracasso foi imortalizada no lendário comercial da Nike: I’ve missed more than 9,000 shots in my career”

Quando você encontra um obstáculo no seu caminho, como você tende a agir?

Obstáculos estão sempre presentes na vida de qualquer pessoa.

Ao analisar várias histórias de pessoas, que de alguma forma conseguiram sucesso em suas vidas, temos de destacar duas coisas que realmente fazem a diferença: “Mindset” e a Motivação.

Neste artigo, vou explicar o conceito de obstáculos internos e como o nosso “mindset” e motivação são fatores chaves para que possamos transformar os obstáculos em oportunidades de crescimento ao invés de barreiras instransponíveis.


Barreiras Internas

“There are plenty of difficult obstacles in your path. Don't allow yourself to become one of them”.

Ralph Marston

Se você não está atingindo algo que você gostaria, é provável que haja algumas “barreiras” internas que nós mesmos nos colocamos, na maior parte das vezes inconscientes, que nos bloqueiam para atingir os seus resultados.

1. “Crenças Limitantes”


São as nossas crenças que temos a respeito do mundo, sobre outras pessoas e situações que nos afastam de resultados mais positivos e de conseguirmos o que gostaríamos. São afirmações que acreditamos ser verdadeiras e não necessariamente o são. Essas crenças vêm de nosso condicionamento, em virtude de onde nascemos, do que ouvimos quando crianças de nossos pais, família, escola, etc....

Exemplos comuns:

- Porque eu sou mulher, não conseguirei aquele cargo

- Mostrar emoções é sinal de fraqueza

- Pessoas que tem sucesso, são pessoas de sorte

- Sou velho demais para mudar de emprego

Por exemplo, minha mãe me dizia: nunca dependa do dinheiro do seu marido. Em virtude disso, para mim foi extremamente difícil ficar sem trabalho por um tempo e aceitar o dinheiro que não era “ganho” por mim.

2. “Interpretações”


São as opiniões que criamos a respeito de um evento, uma situação ou experiência pela qual passamos. Ou seja, baseado no nosso condicionamento, crenças, a gente tende a interpretar a criar “estorinhas” na nossa cabeça e acreditamos que as mesmas são verdadeiras. Normalmente, a nossa "estória representa apenas um ponto de vista em relação a várias possibilidades.

Exemplo:

Você ficou horas preparando uma apresentação. No meio da sua narrativa, o seu chefe não disse nada e se levantou e saiu da sala. Você assumiu que ele não estava gostando, não ficou interessado, perdeu o foco e ficou chateada com a falta de consideração. Aí você fica depois ruminando com essa “estória”, fica cheia de rancor. No final da tarde, o chefe passa pela sua mesa para te perguntar algo e você reage com frieza e má vontade.

Enfim, pode até ser que ele não tenha se interessado, mas também pode ser que ele tenha tido uma ligação urgente ou um problema familiar.

3. “Premissas”


Uma premissa é uma crença de que porque algo aconteceu no passado, automaticamente vai acontecer novamente.

As premissas possuem um carácter mais pessoal do que as interpretações e devido as nossas experiências pessoais, nos envolvem mais intimamente.

Exemplo: Imagine alguém que perdeu o emprego e está passando pela dinâmica de entrevistas. Ela já passou por várias entrevistas e ainda não foi selecionada. Então ela assume que ela não sabe ir bem em entrevista e por conta disso, ela “carrega” com ela uma energia negativa que pode mesmo bloqueá-la em se candidatar a novas vagas. A premissa de que ela não sabe ir bem em entrevista, acaba desencadeando uma série de outras reações como medo e não deixa que desempenhe o seu melhor.

4. “Monstrinhos


Sabe aquela voz dentro da gente que diz “eu não sou bom o bastante” ou “eu não sou capaz”?

Todo mundo tem um pouco dessa voz que aparece de vez em quando, que diz para a gente: “não tente”, “não tome o risco”, “não passe vergonha”.

Essa voz está carregada de energia emocional e é muito pessoal.

Na verdade, “esse monstrinho” acha que podemos perder algo e está tentando nos proteger e, desta forma, a gente acaba “pensando pequeno”.

Geralmente, o medo está fortemente associado com nossas emoções.

A primeira coisa a fazer, é reconhecer quando estes pensamentos estão presentes e estão nos passando essas mensagens. Uma boa maneira é fazer um “jornal” onde você escreve todas as vezes que você se pega dizendo ou escutando essas mensagens. Escreva o que você sente também. Isso aumentará a sua consciência em que momentos e quais atividades disparam esse sentimento dentro de você.

Você pode dar um nome a este "monstrinho" e gerenciá-lo para que ele não te distraia.


Ou seja, você tem de aceitar que ele está presente, mas que “ele” não é você.


Tem de conversar com você mesmo e se lembrar do que você já conquistou em sua vida.

Ao invés de olhar o quanto falta, olha o quanto já caminhou, seja grato.

Desta forma, você “desenergiza” o "monstrinho".

Como trabalhar o seu Mindset?

Você já deve ter ouvido falar de “Growth Mindset” (mentalidade de crescimento) e “Fixed Mindset” (mentalidade fixa)?

No livro” Mindset" a nova psicologia do sucesso” de Carol Dweck, psicóloga de Harvard que estuda há anos o assunto, ela explica:

Podemos traduzir Mindset como uma configuração da sua mente; ou seja, são nossas percepções e forma de enxergar as situações da vida e como agimos em função dessas nossas interpretações.

Pessoas com uma mentalidade fixa obstruem seu próprio desenvolvimento através de sua crença em talento inato e seu medo do fracasso. São pessoas mais resignadas, tem uma sensação mais de conformidade.

“Para que mudar, está tão bom assim.”

“Eu não tenho esse talento, para que tentar?”.

Elas enxergam os obstáculos como barreiras intransponíveis.

Pelo contrário, pessoas com uma mentalidade de crescimento, acreditam mais nas suas habilidades; trabalham duro e treinam arduamente para desenvolver seu potencial ao máximo. “Não estou feliz com meu resultado atual, mas vou lutar para mudar isso”.

São aquelas que persistem; tentam, tentam e não desistem.

Confrontando nossas próprias atitudes e ideias, podemos desenvolver uma mentalidade de crescimento.

Nossa mentalidade molda se a gente irá acreditar que podemos mudar e crescer – ou não.


Geralmente nosso “mindset” foi formado em nossa infância, pela forma como fomos educados pelos nosso país e professores. Porém, é possível mudar.


Na mentalidade de crescimento, as pessoas não estão tão interessadas em chegar em primeiro lugar ou ter a necessidade de provar que estão certas; elas estão mais interessadas em irem no limite delas mesmas, em persistir – pois elas acreditam que é possível melhorar as suas habilidades. Elas aprendem com seus erros e não ficam se culpando.

No livro, Carol Dweck cita o exemplo de Lee Iacocca como uma pessoa com Fixed Mindset:

Lee Iacocca tornou-se o CEO da Chrysler Motors quando a mesma estava à beira de um colapso. Graças ao seu alto poder de decisão e um bom direcionamento dos empregados, ele trouxe a empresa de volta à vida.

Entretanto, após algum tempo, seu temperamento mudou de forma abrupta.

Ele estava mais preocupado em fazer o “marketing pessoal“ de suas conquistas e de sua imagem do que no bem-estar da empresa e funcionários. Colocava mais energia para se vangloriar de sua superioridade e o seu maior objetivo passou a ser a busca de aprovação dos outros. Ele sentia que as pessoas estavam julgando-o e assim ele fazia o mesmo, classificando tudo como “branco “ou “preto” ou “ganhador” ou “perdedor”; ele quis aparecer como o mais inteligente e talentoso possível ao invés de focar em melhorar a empresa.

Um exemplo de growth mindset, como vimos no início deste texto, foi Michael Jordan.

Como todo mundo, ele teve momentos em sua carreira onde não estava performando no seu melhor. Ao invés de ficar se lamentando, ou culpando os parceiros de equipe ou o técnico, ele procurou maneiras de melhorar as suas habilidades treinando mais e mais; analisando os seus erros, buscando conselho de outras pessoas.

Thomas Edson também é um bom exemplo devido as suas milhares de tentativas até descobrir o filamento correto para a lâmpada, sem desistir e sempre persistindo.

“Todas as pessoas são uma mistura entre mentalidades fixas e de crescimento.

Você pode ter uma mentalidade de crescimento predominante em uma área, mas ainda pode haver coisas que desencadeiam um traço de mentalidade fixa”.

Carol S. Dweck

Conclusões:

Quando confrontados com um obstáculo, a maioria de nós fica com raiva, com medo ou sente-se frustrado e muitas vezes paralisado. Achamos que os obstáculos podem impedir nossos planos e nosso progresso. Porém, os piores obstáculos são aqueles que nós mesmos criamos em nossas mentes, com os nossos pensamentos e julgamentos.

Para transformar um obstáculo em uma oportunidade, temos que nos concentrar em duas coisas:

Primeiro, devemos perceber o nosso “mindset”, ou seja, qual a nossa percepção frente a uma situação e, por consequência, ação frente a mesma?


Se deixarmos os nossos pensamentos de raiva, frustração ou ansiedade tomarem conta de nós, podemos estar deixando oportunidades passarem e ficarmos estagnados.

Um Mindset de crescimento é importante, mas talvez nem sempre é o suficiente.


Temos também de ter um outro ingrediente que podemos observar nas inúmeras histórias de pessoas que alcançaram sucesso na vida: elas tinham uma motivação por detrás, um sonho ou algo maior em que acreditavam: um misto de vontade, confiança nelas mesmas, persistência e fé.

"Querer algo não é suficiente. Você deve ter fome por isso. Sua motivação deve ser absolutamente convincente para superar os obstáculos que invariavelmente virão em seu caminho.” - Les Brown

É essa vontade interior que canaliza a nossa energia em ações fazendo que a gente reconheça e mude o que está ao nosso alcance e não fique horas se preocupando com o que não podemos mudar.

Interessante é que essa é a filosofia que os estoicos da Grécia e Roma antiga usavam; pessoas como Sêneca e o Imperador Marcus Aurelius há cerca de 2000 anos atrás já tinham esse pensamento.

Eles focavam a sua motivação e energia sempre perguntando: o que está em nosso controle e o que não está? Já que não podemos mudar fatores externos, tais como temperatura, acidentes, doenças, mortes, ações das outras pessoas, etc.; vamos focar naquilo que podemos mudar e isso inclui as nossas emoções, julgamentos, atitudes e decisões.

Você tem poder sobre sua mente, não eventos externos. Perceba isso, e você encontrará força. – Marcus Aurelius

Desta forma, podemos colocar a nossa vontade e motivação para mudar o que temos capacidade para mudar – que são nossos obstáculos internos; além de continuar trabalhando para aceitar os obstáculos externos que sempre estarão presentes em nossas vidas, vide agora, o corona-vírus.

Então novamente pergunto:

  • Quais crenças limitantes ou obstáculos internos podem estar te segurando em direção ao seu sonho?

  • Qual outra perspectiva você pode olhar para os obstáculos que invariavelmente irão aparecer no seu caminho?

  • Como adotar as características de “growth mindset” em sua vida?

Sua vida é agora e como você a planeja.


Você desenha as regras.


Você cria p jogo.


Lembre-se que nunca é tarde para mudar a forma como enxergamos o mundo, incluindo nossos padrões de pensamentos e comportamento.

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